As mortes misteriosas de microbiólogos destacados | 09Set2009 16:37:57
Publicado por: Bruno Fernandes

Tudo começou com Don Wiley.
Em 15 de Novembro, o professor de Harvard Don Wiley deixou um grupo de amigos e colegas algum tempo depois das 10:30 da noite. Na manhã seguinte a polícia de Mênfis descobriu o seu carro alugado parado numa ponte, com o tanque cheio e as chaves ainda na ignição. Não existiam problemas financeiros ou familiares. Na realidade Wiley era suposto encontrar-se com a sua família no aeroporto de Mênfis para partirem para umas férias na Islândia. Também não havia história de depressão ou doença mental.
No relatório publicado no New York Times em 27 de Novembro, o gabinete do FBI de Mênfis distanciou-se do caso dizendo que os factos disponíveis não apontavam para a suspeita de algo errado. Suponho que no FBI é uma ocorrência perfeitamente habitual um professor de Harvard parar o seu carro alugado numa ponte no meio da noite antes de uma viagem marcada para a Islândia e simplesmente desaparecer na escuridão da noite no Tennessee.
[...] Especialmente à luz dos acontecimentos do 11 de Setembro, o desaparecimento de um cientista com a capacidade do Professor Wiley no campo da virologia e imunologia deveria ser uma questão de importância nacional, no entanto o tom oficial do governo era de que isto não tinha nada de preocupante. Cidadão, por favor avançar, não há nada para ver.
No contexto das cartas com antrax sendo enviadas através do correio, qualquer desaparecimento de qualquer microbiólogo em circunstâncias estranhas deveria ter feito soar as campainhas de alarme através do país, mas não aconteceu. Assumiu-se que o Professor Wiley cometeu suicídio, fim da história.
Os colegas do professor expressaram dúvidas sobre a explicação oficial do suicídio para o seu desaparecimento.
Depois começaram a morrer mais biólogos em circunstâncias suspeitas.
A lista de peritos em doenças infecciosas falecidos continuou a subir. Começaram a surgir ligações com a pesquisa na área do armamento.
Entre 11 Set. 2001 e 2 Março 2002 morreram 14 microbiólogos de renome mundial e em 24 de Junho 2002 mais um microbiólogo foi adicionado à lista.
Contudo, o governo norte-americano agiu como se nada estivesse errado, tão silenciosos quanto à questão dos microbiólogos mortos como o estão quanto à questão dos espias israelitas e a sua conexão ao 11 de Setembro.
[...] Existe apenas uma razão para matar um punhado de cientistas. Impedi-los de fazer algo que podem fazer.
O que é que estes cientistas podem fazer? Talvez dar com a língua nos dentes se uma doença criada artificialmente estivesse prestes a ser utilizada de uma forma com a qual aqueles que a criaram não concordassem.
Independentemente da razão exacta, parece existir um padrão claro de microbiólogos sendo alvos, e, em conjunto com isso, um óbvio desinteresse governamental quanto ao assunto.
Deixo a si para tentar descobrir porquê.

