Os Perigos dos Protetores Solares para a Saúde e o Ambiente | 05Abr2012 20:55:33

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Os produtos químicos existentes nos protetores solares não só não conseguem proteger eficazmente contra todos os raios solares, como também têm efeitos tóxicos para os seres humanos, os cursos de água e a vida aquática. O nosso melhor conselho é eliminar os protetores solares e adotar uma dieta rica em antioxidantes.


Dos recifes de coral ao colagénio

No verão de 2010, encontrava-me em Maui, no Havai, numa altura em que os meios de comunicação locais discutiam que os recifes de coral estavam a morrer devido ao aquecimento global. Porém, quando me apercebi que as águas havaianas estavam mais frias do que nos outros 40 anos em que ali nadei, como sou investigadora médica decidi investigar que outras coisas poderiam estar a matar os corais.

Descobri muito rapidamente um artigo publicado em 2008 no Environmental Health Perspectives (116[4]:441-447), que demonstrava claramente que os químicos de proteção solar matam os corais. Quando, na minha busca, deparei com numerosos artigos que revelavam que esses produtos químicos são potentes hormonas capazes de ter graves impactos em todas as espécies de vida, assim como no desenvolvimento fetal humano, soube que tinha de escrever um livro a avisar o público e que só um nome seria apropriado: Sunscreens – Biohazard: Treat as Hazardous Waste. (Protetores solares – Risco biológico. Tratar como resíduos perigosos.) Este livro recentemente publicado documenta a enorme quantidade de evidência que identifica as terríveis consequências da introdução desses produtos químicos nos ecossistemas do planeta, assim como no corpo humano. Realça que existe uma necessidade urgente de travar já a utilização dos químicos de proteção solar e de pôr fim aos danos que eles produzem todos os dias em que são utilizados.

A mensagem que nos é transmitida nos títulos de toda a comunicação social é a seguinte: "Ponham protetores solares antes de saírem de casa. Certifiquem-se de que os aplicam aos vossos filhos para os proteger do cancro da pele e também para evitar o fotoenvelhecimento da pele." Isto tem sido repetido tantas vezes que achamos que é verdade e não pensamos em questionar a premissa. No entanto, existem atualmente imensas provas de que os protetores solares não só aumentam o risco de cancros da pele, incluindo melanomas, mas também deixam a pele exposta a uma percentagem mais elevada dos raios solares que decompõem, de facto, o colagénio e a elastina, dando origem a um fotoenvelhecimento da pele maior do que sem o uso de protetores solares.


Melanoma e cancro da pele aumentam com o uso de protetores solares

Desde a década de 1960 até agora, registou-se um aumento regular da incidência de melanoma em todo o mundo.(1) Um estudo de 2009, publicado na Clinics in Dermatology, revela que a taxa de incidência do melanoma tem vindo a aumentar nas populações brancas em todo o mundo ao longo das últimas quatro décadas.(2) Segundo a Organização Mundial de Saúde, as taxas de incidência anuais do melanoma na Noruega e na Suécia mais do que triplicaram nos últimos 45 anos.(3) A Austrália e a Nova Zelândia têm as taxas de incidência mais elevadas com 40–60 por 100.000. A Europa Central aumentou de 3–4 por 100.000 na década de 1970 para 10–15 por 100.000 por volta de 2000. Estas tendências indicam que haverá uma duplicação da incidência ao longo dos próximos 20 anos.(4) De facto, as estatísticas são tão esmagadoras que os investigadores de um artigo de 2008, publicado no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, afirmaram: "...provavelmente é seguro sugerir que os protetores solares que absorvem predominantemente os raios UVB não impedem o desenvolvimento de melanoma nos seres humanos."(5)

A Austrália tem a taxa de incidência de cancro da pele mais elevada do mundo, com mais de 6.000 melanomas e perto de 300.000 novos casos de cancros da pele diagnosticados todos os anos. Considera-se que a maioria desses casos é o resultado de pessoas de pele clara viverem sob a forte radiação solar que brilha no seu continente.(6)

Contudo, a Austrália não é o único lugar do mundo em que há um aumento dos cancros da pele, e tanto as taxas de cancro da pele das células escamosas como das células basais têm vindo a aumentar de forma regular ao longo das últimas décadas. A Suíça, apesar de uma campanha de prevenção em todo o país durante os últimos 20 anos, tem uma taxa de incidência de cancro da pele que é das mais elevadas da Europa.(7) Mesmo na Croácia, em que mais de 70% da população afirma que usa protetores solares, a incidência anual de melanoma aumentou 300% nos últimos 40 anos.(8) Num artigo de 2010, escrito para promover o uso de vestuário de proteção para resolver este problema crescente, afirmava-se: "A incidência de cancro da pele na Croácia está a aumentar de forma regular apesar das [medidas] do público e do governo. É evidente que em breve passará a ser um importante problema de saúde pública."(9)

As estatísticas provam o aumento dos cancros de pele de todos os tipos e os médicos discutem entre si esta aparente contradição de o aumento da venda de protetores solares acompanhar o aumento da incidência de cancros da pele.(10)

O que a investigação está a revelar de forma contínua e universal com o aumento dos cancros da pele com o uso ubíquo de filtros químicos de proteção solar é um exemplo da lei das consequências imprevistas. Esta lei identifica que as consequências de uma determinada ação "que se pensa ser boa", que intervém num sistema com várias partes, produzem sempre resultados imprevistos e muitas vezes indesejados.

Os protetores solares são promovidos para permitir às pessoas ficar ao sol 10, 20 ou 30 vezes mais tempo do que normalmente fariam, porque o uso de protetores solares desliga a nossa luz de aviso vermelha de proteção natural: a queimadura da pele. Esta promoção deu-nos uma falsa sensação de segurança de que podemos passar muito mais tempo ao sol sem consequências.

A parte do espetro de radiação solar que causa a queimadura é a banda ultravioleta B (UVB). Os primeiros protetores solares só bloqueavam esta parte UVB da radiação solar. Não bloqueavam a parte ultravioleta A (UVA), que penetra mais profundamente nas camadas inferiores da pele do que a UVB e produz tanto alterações cancerosas como fotoenvelhecimento da pele. Esta é uma das razões pelas quais os cancros da pele têm aumentado com o maior uso de protetores solares: o corpo nunca tinha a proteção total que os utilizadores de protetores solares julgavam que estavam a obter.

A exposição ao sol durante mais tempo do que o normal consome a reserva natural de antioxidantes da pele que se destinam a proteger as células cutâneas de danos. Uma vez esgotados os antioxidantes, o organismo perde uma das suas defesas contra os raios nocivos do sol e há uma exposição excessiva.

O uso de protetores solares também cria obstáculos à nossa segunda linha de defesa de proteção: o bronzeamento. A melanina (o pigmento castanho produzido pelos melanócitos na epiderme), que é criada por exposição ao sol, absorve naturalmente a energia solar e protege dos danos causados pela radiação solar.(11)


A importância da vitamina D para a nossa saúde


Um outro problema é criado devido a que os protetores solares bloqueiam a capacidade da nossa pele para desempenhar a sua função essencial de produzir vitamina D em resposta à exposição à radiação solar. A vitamina D é uma parte crucial da nossa saúde geral. A promoção do uso em massa de protetores solares com a mensagem veemente de nunca nos expormos ao sol sem os usarmos suscitou um aumento dos muitos estados de doença que se desenvolvem devido aos baixos níveis de vitamina D.

A vitamina D a um nível adequado é essencial para o desenvolvimento ósseo correto, uma vez que é necessária para a absorção do cálcio e também para regular os níveis de cálcio e de fosfatos para uma correta formação óssea.(12) Bloquear os raios benéficos do sol baixa consequentemente o nível de vitamina D. Daqui resulta não só osteoporose mas também fragilidade óssea nos recém-nascidos e nas crianças pequenas, o que dá origem a problemas como as pernas arqueadas ou juntar os joelhos (raquitismo) nas crianças.(13) No Reino Unido e nos Estados Unidos assistiu-se ao reaparecimento do raquitismo em resultado de as respetivas populações evitarem a exposição ao sol.

A vitamina D é essencial em muitos órgãos do corpo e os baixos níveis estão associados a diabetes tipo 2 nos adultos e ao nascimento de crianças com diabetes tipo 1 e o aparecimento de convulsões.(14) A falta de vitamina D dá origem a doenças como a doença de Hashimoto e a doenças do intestino, como a doença de Crohn.(15) A vitamina D está também associada ao metabolismo muscular. Os músculos enfraquecidos podem levar a incontinência urinária e ao enfraquecimento do soalho pélvico nas mulheres, o que pode contribuir para o aumento do número de partos por cesariana.(16) Além disso, um nível deficiente de vitamina D pode conduzir a fibromialgia.(17)

Para produzir naturalmente vitamina D em quantidade suficiente, é importante gozar o sol de uma forma sensata. Sunscreens – Biohazard discute a quantidade de tempo de que necessita ao sol para produzir um nível adequado da sua própria vitamina D, bem como a dose suplementar apropriada necessária para atingir um nível benéfico. A deficiência de vitamina D é atualmente um fenómeno a nível mundial. É essencial parar de evitar totalmente o sol e fazer a população mundial regressar aos níveis saudáveis de vitamina D.


Preocupações de segurança com fórmulas de largo espetro


As novas fórmulas de "largo espetro" não são a resposta. Estes protetores solares recentemente formulados têm a designação de "largo espetro" porque os fabricantes utilizam atualmente produtos químicos para filtrar tanto os raios UVB como UVA. São necessários vários produtos químicos para criar um efeito de largo espetro, uma vez que cada produto químico só cobre uma certa parte do espetro solar. No entanto, há problemas associados à combinação de produtos químicos. Os químicos ou os metais dos protetores solares podem ser inativados após exposição à luz solar — um processo chamado fotodegradação. Daqui resulta que eles deixam de conseguir proteger a pele da radiação solar. A combinação de produtos químicos faz com que a ocorrência deste processo seja mais rápida.(18)

Além disso, estudos de investigação identificaram que enquanto alguns produtos químicos poderão ter uma baixa toxicidade quando utilizados individualmente, ao serem combinados criam novos complexos químicos que são muito mais tóxicos.(19) Muitos estudos, referindo que as combinações de produtos químicos são atualmente a norma para as preparações de proteção solar, terminam insistindo para que toda a investigação futura sobre os eventuais efeitos tóxicos dos químicos de proteção solar estude os seus efeitos quando misturados em combinações.(20) É negligente pensar que os produtos químicos aprovados individualmente não têm um potencial nocivo quando combinados para criar novas estruturas químicas, quando, de facto, já se provou que esses químicos de proteção solar aprovados individualmente não são tão seguros como nos fizeram acreditar.

Além disso, a radiação UV cobre apenas uma pequena parte do espetro solar e aquilo que está atualmente a ser promovido como filtros solares de "largo espetro" não confere toda a proteção de que necessitamos. Da radiação solar que penetra na atmosfera da Terra, todo o espetro de UVB e UVA representa apenas 4%, a gama de luz visível constitui 49% e a radiação do infravermelho próximo (NIR) constitui 47%.(21) Estes raios NIR são mais penetrantes, vão muito mais fundo do que os raios UVA e causam alterações prejudiciais que podem resultar em cancros e fotoenvelhecimento da pele uma vez que destroem tanto o colagénio como a elastina.(22) Muitos produtos químicos e métodos novos foram investigados para prevenir os danos provocados pelos raios NIR ao nível celular, mas não foram encontradas soluções satisfatórias.(23) Essencialmente, com os protetores solares só estamos protegidos dos raios UVB e UVA, enquanto se permite a penetração na pele dos raios mais nocivos do infravermelho próximo que causam danos invisíveis. Há provas claras de que é isto que se passa, no entanto os protetores solares rotulados de "largo espetro" continuam a ser vendidos às pessoas como se fossem protegê-las. Isto está a criar outra falsa sensação de proteção.


Produtos químicos desreguladores do sistema endócrino: prejudiciais para a vida

Atualmente estão a ser publicados muitos estudos que identificam que os químicos de proteção solar causam destruição a todos os tipos de vida. Os produtos químicos utilizados nos protetores solares são hormonas muito potentes e, como tal, são classificados como produtos químicos desreguladores do sistema endócrino (EDC). Podem atuar como estrogénios, antiestrogénios, testosteronas ou antitestosteronas quando são introduzidos no organismo, desregulando o equilíbrio hormonal natural.(24)

Quando os investigadores deram a ratos os químicos de proteção solar benzofenona-3 (BP-3), 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC) e octil metoxicinamato (OMC), descobriram que o peso dos úteros dos ratos aumentara, o que mostra que esses químicos exercem uma ação estrogénica. Com base nesses resultados, os investigadores manifestaram as suas preocupações: "Os nossos resultados indicam que os protetores de UV devem ser testados relativamente à atividade endócrina, tendo em vista os eventuais efeitos a longo prazo nos seres humanos e na vida selvagem."(25)

Em 2008, o mesmo investigador principal e os seus colegas determinaram que 4-MBC e 3-benzilideno cânfora (3-BC) afetam tanto os órgãos reprodutivos como o sistema nervoso central, demonstrando que estes são alvos sensíveis onde se produzem efeitos tóxicos no desenvolvimento a partir dos químicos de proteção solar com ação hormonal. Concluíram dizendo que: "Estes dados indicam que a exposição pré e pós-natal a 4-MBC e 3-BC pode interferir com o desenvolvimento sexual ao nível do cérebro e dos órgãos reprodutivos."(26) Determinaram também que diferentes combinações de químicos parecem afetar o tipo de influência que eles exercem.

O uso de protetores solares tem sido tão bem promovido na América que a benzofenona-3 encontra-se atualmente no sangue de 97% dos americanos, incluindo 90% daqueles que afirmaram que nunca tinham usado protetores solares.(27) Este produto químico é tão utilizado que entrou nos nossos sistemas hídricos e as estações de filtração de água não têm capacidade para o remover do fornecimento de água. A utilização ubíqua deste químico em tantos produtos fez com que as pessoas o tenham a circular no seu sangue, independentemente de usarem ou não protetores solares.

Outro meio de ter acesso ao organismo é através dos pulmões. A inalação desses químicos é prejudicial e o seu uso indiscriminado fez com que fosse encontrado no pó das casas.(28) Quanto às marcas que são vendidas como aerossóis, não as utilize em crianças nem em si próprio uma vez que criam vapores que são inalados e entram no organismo através dos pulmões.

Uma vez que estes químicos se encontram no sangue, também aparecem no leite materno humano. Efetivamente, um estudo revelou contaminação de 85% das amostras de leite de mães lactantes, o que significa que as crianças estão a beber hormonas potentes durante o seu crucial desenvolvimento inicial.(29)

Muitos dos químicos de proteção solar pertencem a uma classe de químicos chamada fenóis, conhecidos por serem capazes de atravessar a placenta e entrar no feto.(30) As crias de ratos expostos aos químicos de proteção solar apresentam toxicidade a nível geral, da tiróide e reprodutiva, pelo que se deduz que a nossa descendência está sujeita às mesmas alterações prejudiciais.(31)


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Protetores solares, autismo e ADHD

Os produtos químicos de proteção solar podem ser uma das causas do aumento mundial do autismo e da desordem por défice de atenção com hiperatividade (ADHD). Considerando todos os aspetos do impacto que os químicos de proteção solar têm no feto em desenvolvimento e todas as características que as crianças autistas apresentam, é importante prestar atenção às correlações entre ambos. As características do autismo que fazem com que seja importante olhar para o papel potencial dos protetores solares químicos no rápido aumento da doença incluem: diferenças de sexo, disfunção da tiroide, diferenças raciais e um aumento da incidência que é semelhante a um aumento do uso de protetores solares. Uma vez que a maioria dos químicos de proteção solar atua como estrogénios ou antiandrogénios, perturbando assim a testosterona, potencialmente existe mais impacto no desenvolvimento masculino comparado com o feminino. O autismo afeta mais rapazes do que raparigas numa proporção de 4:1.(32)

O embrião humano é "delicadamente sensível" à disfunção da tiróide durante a gestação e os contaminantes ambientais dentro do útero podem interferir com a maturação embrionária normal da tiróide.(33) Os químicos de proteção solar perturbam o desenvolvimento da tiróide fetal nos mamíferos e o autismo está a ser associado a deficiências da tiróide, em particular durante o crescimento fetal.(34)

A função tiroideia anormal afeta o desenvolvimento da fala e das capacidades cognitivas, ambas perturbadas no espetro do autismo. Um estudo afirmou: "...é possível que a função tiroideia debilitada seja uma causa de alguns dos sintomas do autismo, especialmente a deficiência da linguagem e o atraso mental."(35)

Os brancos têm uma percentagem mais elevada de químicos de proteção solar no sangue e um estudo descobriu que existe uma maior incidência de autismo na raça branca em comparação com a que existe nos negros, hispânicos e asiáticos.(36)

O aumento da incidência de autismo é semelhante ao aumento do uso de protetores solares. Os protetores solares chegaram ao mercado na década de 1970 e o seu uso aumentou durante a década de 1980. O autismo começou a aumentar na década de 1980.

De acordo com novos estudos, uma substância tóxica capaz de perturbar a formação das células nervosas, combinada com a falta de vitamina D, está a ser identificada como uma causa de ADHD ou de autismo, dependendo da fase de desenvolvimento neurológico que decorria na altura em que o feto, o bebé ou a criança foram expostos à substância tóxica.(37)

Com base nestas associações, é imperativo investigar se o uso ubíquo dos químicos de proteção solar, possivelmente combinados com os muitos outros químicos estrogénicos (por exemplo, os pesticidas) que foram introduzidos nos últimos 30 anos, pode estar envolvido no aumento exponencial do autismo que também se verificou nos últimos 30 anos.


Os perigos das nanopartículas

Um problema importante com consequências de grande alcance é que os protetores solares utilizam materiais como as nanopartículas que são relativamente novos para a humanidade. Existem poucas técnicas analíticas quantitativas para medição dessas nanopartículas em sistemas naturais.(38)

Os óxidos metálicos dióxido de titânio (TiO2) e óxido de zinco (ZnO) são utilizados nos protetores solares uma vez que bloqueiam os raios UVA e também os UVB. Ocorrendo naturalmente como pós brancos espessos e opacos, são fabricados em pastas brancas para espalhar sobre a pele, especialmente no nariz (uma prática comum entre os nadadores salvadores). Para tornar esses óxidos mais transparentes à vista, os fabricantes encolhem-nos até ficarem reduzidos a partículas nanométricas. Permitiu-se que as nanopartículas fossem incluídas nas fórmulas dos protetores solares sem serem testadas porque foram consideradas seguras no seu estado natural completo ou forma bruta. No entanto, os investigadores estão a descobrir que o tamanho radicalmente reduzido origina comportamentos radicalmente diferentes desses óxidos.

Investigadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles, identificaram que as crias de ratinhos expostos a TiO2 sofrem grandes supressões de ADN.(39) Uma vez que isto mostra que as nanopartículas atravessam a placenta, é provável que possa haver ocorrência de danos em bebés humanos expostos no útero a esses óxidos metálicos de tamanho microscópico. Outros investigadores identificaram que as nanopartículas de TiO2 não só atravessam a membrana celular como também passam para o interior do núcleo da célula, onde danificam o ADN e perturbam a divisão celular normal.(40) Igualmente importante é o trabalho de outros investigadores que descobriram que essas nanopartículas são tão pequenas que atravessam a barreira hemato-encefálica de proteção e são capazes de matar os neurónios cerebrais.(41)

Os investigadores afirmam atualmente que essas partículas minúsculas foram libertadas para uso do consumidor sem serem realizados estudos para assegurar que a vida aquática e marinha não seria prejudicada.(42)

O fitoplâncton é essencial para o nosso planeta. É não só o início da cadeia alimentar marinha, mas também se calcula que seja responsável pela produção de 50 a 90% do oxigénio mundial.(43) Um estudo de 2010 descobriu que as nanopartículas de ZnO matam o plâncton,(44) enquanto outros estudos determinaram que as nanopartículas de ZnO são extremamente tóxicas e as nanopartículas de TiO2 são prejudiciais à vida marinha.(45) Os investigadores calcularam que, em geral, existe atualmente 40% menos de fitoplâncton nos oceanos mundiais em comparação com o valor de 1950.(46) Uma vez que se provou que as nanopartículas de óxido de zinco matam o plâncton, é imperativo que paremos de contaminar os oceanos com os químicos de proteção solar.

Vários estudos estão agora a identificar que essas nanopartículas são tóxicas para os peixes, encontrando-as nas guelras, no fígado, no coração e no cérebro.(47) Além disso, os químicos que se encontram nos protetores solares são tão ativos em termos hormonais que os peixes expostos aos mesmos produzem crias com uma mistura de partes reprodutivas masculinas e femininas, com danos tão grandes que alguns param mesmo de desovar. Os investigadores cunharam o termo "intersexo" para estas crias quimicamente afetadas.(48)

Além do TiO2 e do ZnO, os químicos de proteção solar mesmo em concentrações muito baixas (iguais às que restam depois de se retirar o protetor solar com o chuveiro) lixiviam completamente (isto é, matam) o coral em 96 horas. Os químicos que causam a morte são os acima referidos BP-3, OMC e 4-MBC, assim como o conservante butilparabeno (BP).(49)

O lixiviamento dos corais tornou-se um problema em todo o mundo. O aquecimento global tem sido culpado por estas ocorrências de lixiviamento, mas quando é que se verificaram pela primeira vez? Estas ocorrências tiveram início quando começou a explosão de turismo nas regiões afetadas. Tanto a Barreira de Coral de Belize como a Grande Barreira de Coral da Austrália não registaram lixiviamento de corais até começarem a ser visitadas por grandes números de turistas. A tensão dos químicos de proteção solar diminui a capacidade de o coral continuar a florir com uma ligeira alteração da temperatura da água.

Sendo os oceanos mundiais uma importante fonte de alimentos, é necessário prestar atenção à perda de vida marinha resultante da mensagem de que ninguém deve ir para o sol sem protetor solar. Não é um preço muito elevado a pagar?


Cuidado com os produtos apresentados como naturais e seguros


Tornou-se moda para os fabricantes de protetores solares apresentar os seus produtos como sendo "naturais" ou "seguros". Mesmo que estejam rotulados como sendo seguros para os recifes de coral, estes produtos contêm muitas vezes químicos que já se provou matarem os corais.(50) Alguns fabricantes defendem que só utilizam a forma "bruta" de dióxido de titânio e óxido de zinco e que não utilizam nanopartículas, tornando assim os seus produtos seguros. Na realidade, não existe nenhuma maneira de excluir as partículas mais pequenas de serem incluídas na forma bruta e de assegurar que só nos chegam as partículas de tamanho maior.

Evitar os químicos prejudiciais que se encontram nos protetores solares fabricados atualmente é a primeira linha de defesa. Sunscreens – Biohazard inclui listas completas de todos os químicos de proteção solar, por país de aprovação, pelo que pode consultá-las para determinar se o produto que quer comprar contém produtos químicos prejudiciais. É imperativo que leia todos os rótulos de tudo o que compra para aplicar à sua pele, uma vez que a maioria dos cosméticos, loções corporais e champôs contém químicos de proteção solar. O dióxido de titânio é o químico mais comum e é mesmo adicionado a muitos produtos alimentares vendidos em supermercados e em lojas de produtos naturais. Esteja atento pois os químicos de proteção solar estão a ser incluídos numa enorme variedade de produtos, desde os perfumes até aos pudins.


Antioxidantes dietéticos e proteção natural da pele


Há muitos estudos publicados ao longo dos anos que provam que os antioxidantes são muito eficazes a proteger naturalmente a pele da radiação solar. Se já havia imensas razões no passado para comer uma dieta rica em antioxidantes, estas descobertas tornam ainda mais importante fazê-lo hoje.

Os antioxidantes protegem não só da radiação ultravioleta, tal como as preparações de proteção solar, mas também dos raios do infravermelho próximo, conferindo ao corpo uma proteção muito maior do que a estreita cobertura UV espetral conferida por protetores solares químicos individuais.

Sunscreens – Biohazard tem um capítulo que cobre os numerosos tipos de alimentos antioxidantes que, segundo os estudos, podem impedir as alterações nocivas que ocorrem ao nível celular quando nos expomos ao sol durante demasiado tempo. Inclui também um guia de referência útil para utilizar quando vai às compras, para ter a certeza de que encontra aquilo que melhor funciona para si em termos de proteção solar.

O organismo foi concebido para produzir os químicos naturais de proteção solar de que necessita para se proteger — se lhe forem dadas as matérias-primas de que necessita para o fazer. Os protetores solares do futuro irão muito provavelmente incluir antioxidantes, aliados a conselhos no sentido de se consumirem concentrações elevadas de alimentos ricos em antioxidantes.


Lições do programa SunSmart da Austrália

O resto do mundo pode aprender com o programa SunSmart da Austrália com as suas mensagens mediáticas que incentivam comportamentos de proteção sensatos e o uso de vestuário especial para proteger dos raios solares. O programa fez com que voltassem a ser moda estilos de vestuário que cobrem uma maior parte da pele, incluindo vestuário de proteção para crianças. Precisamos de produzir vitamina D na nossa pele, pelo que taparmo-nos completamente do sol não é uma boa ideia. Além disso, o bronzeado que se desenvolve com a exposição ao sol é benéfico para proteger as células da radiação solar prejudicial. Podemos começar por usar vestuário com mangas mais compridas e saias ou calças, além de chapéus e luvas, tal como faziam os nossos antepassados há meio século. Ao nadar no Havai em 2011, reparei que havia mais pais a fazer com que os filhos usassem fatos de banho com mangas e pernas mais compridas.

No entanto, tenha cuidado com o tecido ou o vestuário concebido e fabricado para conferir proteção UV, uma vez que está impregnado de nanopartículas de dióxido de titânio ou óxido de zinco. Não é esta a resposta, pois as nanopartículas que se encontram no material que se encosta à pele podem ser absorvidas. Além disso, essas nanopartículas são de tal maneira eliminadas na lavagem que o vestuário deixa de proteger ao fim de cerca de 20 lavagens. Mais ainda, as nanopartículas acabam nos nossos cursos de água através do escoamento das águas de lavagem e perturbam os nossos ecossistemas aquáticos.

A promoção SunSmart da Austrália teve como resultado uma redução da incidência de melanoma e da mortalidade na população mais jovem.(51) Infelizmente, o programa SunSmart com a sua mensagem "Slip! Slop! Slap! Seek! Slide!" favorece o uso de protetores solares como parte do processo de proteção. O que precisamos de retirar desse programa é o conselho para sermos inteligentes na forma como interagimos com o sol. Não fique ao sol mais tempo do que o seu organismo consegue processar, em função do seu tipo de pele. Passe apenas uma quantidade razoável de tempo ao sol. Sente-se à sombra. Use tecidos e materiais que tenham uma trama apertada para bloquear os raios do sol; quanto mais apertada for a trama, melhor protege o seu corpo e, em última análise, toda a vida do planeta.


Uma nova estratégia para alimentar a vida na Terra

Atualmente existem muitos programas concebidos para proteger todas as formas de vida na Terra. Só o facto de se parar de usar protetores solares irá produzir grandes benefícios não só para os corais, o plâncton e os peixes, mas também para todos os nossos filhos, incluindo aqueles que ainda não nasceram. Podem ter um ambiente menos tóxico que proteja o seu frágil desenvolvimento no útero e durante os críticos primeiros anos de crescimento.

Sendo os antioxidantes um antídoto simples, não há necessidade de continuar a contaminar o nosso planeta e os seus sistemas hídricos. Digam a toda a gente para parar de usar protetores solares nas suas atuais formulações prejudiciais e ajudar a criar um ambiente seguro e saudável para todas as formas de vida.

Os ecossistemas mundiais estão a ser afetados, uma vez que esses químicos encontram-se atualmente em todas as espécies aquáticas e marinhas testadas e estdamos a observar um aumento cumulativo nas cadeias alimentares nos dois ambientes.(52) Um estudo realizado na Europa descobriu químicos de proteção solar em lagos e rios.(53) Estas descobertas indicam que esses químicos já contaminaram os sistemas hídricos mundiais.

Temos de parar de comprar esses produtos e de pedir aos fabricantes que desenvolvam produtos seguros e eficazes que nos protejam quando precisamos de passar quantidades excessivas de tempo ao sol. Devíamos poder trabalhar e brincar ao sol sem a preocupação de que os químicos que estamos a aplicar à nossa pele para nos proteger estão a fazer mais mal do que bem.

A resposta sobre como proteger os nossos filhos, as nossas famílias e nós próprios não é complicada, mas exige uma mudança no nosso estilo de vida e na nossa relação com o sol. Exige uma combinação de melhorar a nossa dieta e de não continuarmos a acreditar que podemos ficar ao sol 10, 20 ou 30 vezes mais tempo do que o nosso organismo consegue processar. Temos de respeitar aquilo que o nosso organismo consegue gerir com segurança e trabalhar com ele para o deixar proteger-se naturalmente.

Sobre a autora: Elizabeth Plourde, CLS, NCMP, PhD, é cientista de um laboratório clínico e investigadora médica, além de autora e oradora internacional especializada em hormonas e equilíbrio hormonal. É certificada pela Sociedade Norte-Americana de Menopausa como especialista em menopausa. Os seus conhecimentos especializados têm sido essenciais para explicar o impacto total que os protetores solares têm nos seres humanos e noutras formas de vida deste planeta.

O livro da Dra. Plourde, Sunscreens – Biohazard: Treat as Hazardous Waste, foi analisado no NEXUS 19/02. Para obter o livro e para mais informações, visite o site da internet http://www.sunscreensbiohazard.com. É também possível fazer download de um pdf deste artigo, com extensas notas finais.


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por Elizabeth Plourde,
CLS, NCMP, PhD © 2011
New Voice for Health New Voice Publications PO Box 14133 Irvine, CA 92623-4133, USA Email: publisher@newvoice.net Website: www.sunscreensbiohazard.com

Publicado na revista Nexus 19(2) Feb-Mar 2012  -  www.nexusmagazine.com/



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