Introdução

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SÍNDROME AEROTÓXICA - O SEGREDO MAIS BEM GUARDADO DA AVIAÇÃO

Levante a mão quem já saiu de um avião a sentir-se inexplicavelmente...doente?  Muitas pessoas sentem "jet lag" depois de voarem através de vários fusos horários, o que faz sentido, e podem demorar vários dias a ajustar-se.  Mas o que dizer das muitas que se sentem gravemente doentes durante dias, semanas, meses e até anos, após um voo de curta distância com uma "ocorrência de fumo"?
   
Eu gozei de uma excelente saúde até 1989, altura em que, como piloto do novo BAe 146, subitamente desenvolvi sintomas de tipo Alzheimer com falhas de memória, dificuldades da fala e problemas de processamento de ideias, que me deixavam com a sensação de estar permanentemente intoxicado.  Como estava sempre nos voos nocturnos, logicamente atribuí esses sintomas ao meu horário anti-social e mantive-me calado com receio de perder o emprego.  Nos 10 anos anteriores, eu tinha feito voos "perigosos" em aviões de combate a incêndios e de pulverização de culturas, a baixa altitude, assim como no venerável DC-3 Dakota
— com todos eles voava a baixa altitude onde se respira ar normal não pressurizado.  Não era pois de estranhar que eu quisesse mudar para uma forma de voar "mais segura". 

    Em 2005, sendo eu então capitão de treinamento no BAe 146 mas agora nos voos diurnos, a minha memória estava péssima e eu sabia que representava um perigo não só para mim como também para os meus passageiros.  Em Agosto de 2004, eu eliminara o perigo ao sair de um BAe 146 mesmo antes da descolagem, com destino a uma aproximação difícil ao aeroporto de Salzburg, na Áustria, pois estava convencido que estava prestes a matar-me e a todos os meus passageiros.  Parei finalmente de voar no início de 2006, aos 49 anos de idade, confuso com a forma como a minha excelente saúde se tinha deteriorado progressivamente ao longo de um período de 16 anos, deixando-me um "vegetal tipo zombie".

    Fui diagnosticado pelos médicos especialistas da aviação no início de 2006 como sofrendo de "stress crónico", mas 12 meses mais tarde percebi, sem sombra de dúvida, que de facto tinha sido "cronicamente envenenado" ao inalar repetidamente fumos de óleo visíveis no BAe 146.  Tal como muitas outras pessoas em todo o mundo, em breve descobriria infelizmente "o segredo mais bem guardado da aviação" e uma das principais causas de problemas de saúde misteriosos e não diagnosticados, principalmente nos tripulantes mas também nos passageiros, que podem ser adversamente afectados da mesma forma, em apenas um único voo mau.



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